Blog fechado: sem atualizações por um tempinho…

Meninas e meninos…

Como devem ter percebido, o blog está sem posts há um bom tempo.

O lançamento e as vendas da www.coisasdeoncinha.com.br têm me consumido muito (que ótimo!!!), assim como outros projetos muito legais.

E o blog ficou de lado, sem a devida atenção.

Continuo visitando os blogs amigos, mas não estou fazendo novos posts aqui. Acredito que blogs merece atenção e cuidado quase diário, e não posts esparsos como eu vinha fazendo.

Por isso, ele vai ficar paradinho por um tempo. Até eu organizar toda a vida, e montar um novo formato para este blog, mergulhando assim realmente de cabeça aqui. Como deve ser, não é?

Obrigada pela visitas, e qualquer coisa, entrem em contato!

Um beijão e até logo…

Desfiles do Garten Fashion Life e DESABAFO da Mog

Do dia 05 a 07 de outubro rola aqui na minha cidade o Garten Fashion Life, no Joinville Garten Shopping. São 3 dias de desfiles com marcas bem bacanas e oportunidade de conhecer mais de pertinho as novas coleções e novidades do verão 2011.

Quando soube do evento fiquei super feliz, pois a cidade aqui é carente de qualquer evento desse tipo, e esse shopping, recém inaugurado, além de lindo e com marcas super antenadas, tem uma equipe de marketing que está realizando eventos e exposições muito bacanas. Eventos de moda devem sempre ser encarados não como futilidade, mas como essenciais para formar um público conhecedor e consumidor de moda, não é mesmo? O que seria melhor para girar uma economia do que este tipo de consumo? Ainda mais o consumo feminino, que é um tema que muito me agrada e extremamente gerador de receita!

Bom, falando do evento: fui ontem aos desfiles na companhia da minha amiga japa e linda, a Karmen. Ontem assisti ao desfile de 3 marcas: M.Officer, Renner e Scala.

São três marcas que gosto muito, mas confesso tenho um enorme pé atrás com uma coisa da M.Officer: a péssima escolha das vendedoras de algumas lojas que fui aqui em Joinville e Curitiba. Não quero generalizar, pois seria muito injusto, obviamente. Mas sabe quando SÓ tenho experiência ruim ao entrar nessa loja? Ontem, por exemplo, fui pegar os convites da M.Officer e foi a última loja que entrei. Acreditam que as duas vendedoras nojentinhas da loja aqui de Joinville me deram o convite com uma cara de noooojo total, e não fizeram a mínima questão nem de apresentar a coleção, mostrar novidades?! NADA!

Ao contrário das vendedoras da loja Scala aqui de Joinville, que são umas foooofas de tudo, incluindo a Luana, minha super vendedora que eu já conhecia de outras lojas. Sabe aquela vendedora que te atende MUITO bem, mostra tudo, não empurra nada, e consegue delicadamente te convencer a levar meia loja pra casa e você nem sente? Isso sim que é uma verdadeira vendedora!

E ontem foi assim, ao entrar na Renner e na Scala: vendedoras super simpáticas, atenciosas, apresentando as novidades, o catálogo… Além disso tinha champagne para as convidadas dos desfiles da Renner e da Scala nas lojas após os desfiles. Super fofo e delicado!

Nos próximos posts de hoje, vou postar fotinhos e comentários com o que teve de lindo e promessas da moda verão em cada um dos desfiles. Assim como comentários sobre as makes e cabelos. (só estou aguardando o shopping me enviar as fotos oficiais do evento, com os looks de frente).

Mas nesse post, eu queria fazer um desabafo e perguntar pra vocês, leitoras e amigas: só eu que me estresso e deixo de gostar de uma marca por causa das vendedoras? Gente, eu achei o desfile da M.Officer lindo, mas não dá vontade de ir comprar nada só por causa das vendedoras nojentinhas…

Deixem seus comentários para eu não me sentir tão ranzinza sozinha vai…. hehehe

Esmalte Azul: antes eu era brega quando usava, agora é “fashion”!

Bom, deixa eu começar este post dizendo uma coisa: EU ADORO ESMALTE AZUL METÁLICO.

E mais: gosto desde que eu estava láaa no colégio. Lembro que o primeiro que eu comprei foi lá 1996, usei o vidrinho até o fim (o que é um milagre para mim até hoje). Era um da Impala, antigo, nem lembro o nome. Mas era o único que existia na loja de cosméticos (lembrando que até mesmo uns cinco anos atrás, as cores de esmaltes eram basicamente os tons de: café, vermelhos, brancos, rosas sem gracinha, e só…).

Hoje, sou viciada em pintar as unhas, e gosto de muitas cores. Mas, as preferidas continuam sendo azul metálico, rosas e branquinhos.

O que eu mais acho engraçado, é que antigamente era MUITO estranho ter as unhas azul metálico. E olha que esse meu “antigamente” faz pouco mais de 10 anos… Como eu já fiz parte de algumas “tribos estranhas”, tipo: já fui menina calça larga skatista (oi Ana?) e hipponga (não que hoje eu não seja… só mudou o nome para boho chic hoje em dia!), não era de se estranhar que eu usasse esmalte azul. Mas era só azul ou o querido Renda que eu usava na época. Nada mais além disso. E olha… já era um bafão no colégio e na rua!

E agora, as marcas de esmaltes gringas e brasileiras, se matam pra ver quem lança (e copia) mais cores de esmaltes, um mais diferente do que outro. Eu acho super divertido, e estou adorando essa febre de esmaltes.

É só clicar na foto pra aumentar!

Mas sabe o que é mais bizarro disso tudo?

Ver na rua as “cocotinhas patricinhas e chatinhas” dos tempos de colégio e que riam e falavam mal da minha unha azul metálico, hoje usando coisas “piores”.

Ou mais: ver as manicures e pessoas que há pouco mais de DOIS anos atrás quando eu dizia que adorava pintar minha unha de rosa (adoro os tons tipo do Rosa Chiclete, da Colorama), me olhavam estranho e falavam: “ai não… Vermelho é tão mais chique…”.

Enfim, mais de 10 anos depois, acho que de menininha estranha do colégio hoje eu sou “Fashion”, genteee!!!

Uso esmalte metálico azul e tô abafando. Até o Jeans da Colorama faz parte da nova coleção, chamada “Fashion”.

O mundo dá voltas né?! rs

E vocês, usavam alguma coisa que antes era esquisita pros outros e hoje toooodo mundo usa?

Deixe nos comentários pra gente rir um pouco!

Homossexuais e você

Uma das coisas que mais me irrita e entristece é o preconceito contra os homossexuais, os hoje chamados pela nova sigla LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).

Bom, este blog é para falar de moda, peruices, mulherzices, cosméticos e afins, não é mesmo? Então por que a Moguinha louca está falando sobre este tema “nada a ver” aqui? Bom, este é um blog que também expressa as minhas vontades, desejos e opiniões. E minha posição a favor do não preconceito contra a comunidade LGBT faz parte do que eu penso e sou, há muito tempo. Acho que nasci assim, e pela minha vida fui fazendo naturalmente muitos amigos gays, além de fazer uma excelente graduação em Sociologia que me ampliou ainda mais o olhar para os estudos de gênero. E além disso, quem é tão insensível ao ponto de não se comover ao saber de como é sofrida a vida de quem passa por vergonhas, humilhações e preconceitos desde sempre.

O que me motivou a falar pela primeira vez desse assunto aqui, é que nesse mundo da moda e de consumo feminino expresso em blogs, revistas, e mesmo no nosso dia a dia, vejo umas contradições ridículas que me irritam. Por exemplo: as mulheres veneram seus cabeleireiros e estilistas, mas riem e zombam quando veêm um gay na rua, ou quando reclamam da falta de homem no mercado. Pior ainda é quando falam frases grotescas ao se referirem a um homem (heterosexual) que lhe deu um fora, tais como “é um gay mesmo!”, ou “é bicha, só pode!”.

Como tudo no mundo, a hipocrisia é usada sempre que convém. Enquanto eu babo pelo corte bafóm suuuuper na moda que meu cabeleireiro-amica-bibíssima fez, eu zombo do “bicha” que me deu um fora (a verdade dói, não é mesmo?).

É por essas e outras que fico muito feliz quando vejo iniciativas contrárias ao preconceito, e debates que incentivem a disseminação do conhecimento e da igualdade de direitos para os LGBT.

Por coincidência, uma dessas ações esta incrivelmente acontecendo na minha cidade, que é uma cidade extremamente fechada à novidades e temas polêmicos devido a sua colonização alemã altamente tradicional e rígida. Graça a Associação Arco Íris Joinville, Poder Municipal e várias pessoas que lutam pelos direitos e apóiam a felicidade alheia, ocorre desde domingo a Semana da Diversidade Joinville.

O tema principal será as novas configurações familiares, que hoje fogem do padrão mamãe+papai+filhinhos. Assim como o Brasil desponta como um país onde grande porcentagem de mulheres virou chefe de família, temos que abrir os olhos para outra configuração, que é a das uniões homoafetivas (união entre pessoas do mesmo sexo).

Isso não significa (como querem os retrógados e conservadores) dissolução da família tradicional, ou putaria como querem alguns mais lunáticos ainda. Isso significa somente o respeito aos direitos individuais, que estão garantidos na Constituição Brasileira, a lei maior que todos nós cidadão seguimos. Então… se gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais pagam seus impostos, trabalham e contribuem para a economia e força de trabalho brasileira (como qualquer pessoa heterossexual), porque não recebem o mesmo tratamento da lei, quando se trata de:

  • União civil
  • Adocão de Crianças
  • Garantia de direitos do cônjuge, como pensão, plano de saúde, etc?

O que temos que ter consciência é que vivemos num país livre, regido pela Constituição Federal, e num Estado Laico. Ou seja, preceitos religiosos não podem influir na decisão da Justiça. E, sendo assim, não há nada que deva impedir a união homossexual e o respeito que devemos ter com todos. A única coisa que impede é o nosso preconceito e a nossa hipocrisia.

E você, o que acha desse tema?

Por que os homens gostam da gente de jeans e camiseta?

Quando li um post da fofíssima Lia do Just Lia há umas duas semanas atrás, confesso que pensei “cadê a câmera?”, “tem alguém aqui em casa filmando minha rotina, só pode!”. Sério mesmo.

Enfim, resumindo o post da Lia superficialmente, ela diz que seu noivo adora quando ela está de jeans+camiseta divertida+tênis e está alheio a todas as novidades e peruices fashionistas que nós mulheres adoramos, mas que todo fofo sempre faz uns comentários sobre as roupas dela.

Pois bem… O post da Lia reflete e traduz de maneira maravilhosa o que eu passo aqui em casa com o meu noivo, o Aurélio, toooodo santo dia. Gente, me diz: por que raios a gente se emperequeta tanto, fica horas se arrumando pra sair, se SEMPRE temos que perguntar: “Tô BUNITA tchuquinho-ôôô?!”. E claro, AI dele se disser qualquer coisa que não seja um enfático “tá LINDA amoorr!”. E mais: mais AI dele ainda se não fizer nenhum comentário extra do tipo “Nossa, é novo esse seu LINDO colar? Ou “Que legal essa maquiagem DIFERENTE que você fez!”.

Ok, e nós fingimos que realmente acreditamos nesses comentários suuuuper espontâneos, não é mesmo?

A questão principal é: não estou cogitando o fato de estarmos realmente bonitas ou feias, eu queria era uma explicação antropológica/psicológica/paranormal definitiva para o fato de que assim como o noivo da Lia, o meu tem um comportamento padrão típico (nerd com comportamento padrão é pleonasmo, mas tudo bem…) que se traduz na minha pessoa

Somente receber elogios SEM EU TER QUE PERGUNTAR, ou seja, espontaneamente, quando estou com a roupa mais TOSCA e simples do mundo!

Pra ter noção do que estou falando, saca só os meus LOOKS preferidos pelo bofe Aurélio:

  • Calça jeans + blusinha branca + all star
  • Saia de malha + blusinha sem estampa + rasteirinha
  • E o campeão da simplicidade: vestido de malha podre, que uso pra limpar a casa!

Eu já pensei em mil explicações feministas e conspiratórias para esse tipo de padrão de comportamento masculino (que vi que é do Aurélio, do noivo da Lia, dos meus amigos…), pensando se é algum tipo de subordinação feminina, sinal de fragilidade, complexo de Édipo, e blá blá blá…

Mas acho que no fim desisti de tentar entender, e simplesmente continuo com aquela velha máxima que mulheres definitivamente devem se vestir para si, para sua felicidade, e para sua auto estima. Afinal, só nós entendemos o que é esse tal de skinny, open boot, pied de poule, boho, oxford, wet legging, clog e taaaantas outras frescuras legais!

E NUNCA vamos conseguir que eles entendam que esmalte vermelho não é de tia velha, que calcinha bege de fio dental é necessária e útil em certos casos, ou que manga presunto é nome de roupa, não de comida.

Enfim, assim como disse a Lia no final do seu post citando Betsey Johnson: mulheres se vestem para si e para outras mulheres, pois se nos vestíssemos para os homens, andaríamos peladas por aí o tempo todo.

Portanto, façamos sempre a nossa moda, com o nosso jeito, com as nossas preferências, nossas vontades, com o que nos deixa bem, confortáveis conosco e com o mundo. Daí, um dia ou outro, a gente coloca aquele jeans e aquela camiseta super sem graça, e ganha o dia do namorado!!!

Eu sou um ET: não uso batom!

Existem várias coisas que vejo por aí nesse mundo de blogueiras de moda, cosméticos e afins, que adoro e que me fazem conhecer-apreciar-viajar-sonhar, com muitas novidades, produtos, lugares, novos mundos e coisas que sem a internet com certeza eu não conheceria.

Mas também existe um outro lado, que hoje no twitter “me peguei” pensando mais uma vez, enquanto conversava com as queridas Dai e Mari, do TPM Moderna: no mundo dos blogs existe um mundo que não me pertence e que não tenho acesso. E se um dia eu terei, também não sei… Não sei se terei condiçõe$, e o que mais eu penso: não sei se eu quero muitas coisas.

Quer ver um exemplo mega besta? Parece que está consolidado que mulher que é mulher usa batom. E eu me sinto um ET por não ter nenhum Ruby Woo, Rouge Volupté, Snob, Viva Glam, Obey, Orange Soda, Faux, Russian Red, Pink Nouveau…

Sério mesmo, genteee: EU NÃO USO BATOM!

E não tem UMA explicação pra isso. Eu não sei o real motivo…

  • Pior que eu não sei se é trauma de infância: eu usava batom rosa-cheguei todo dia para ir à escola até os 9 anos.
  • Se é trauma familiar: não conheço minha mãe sem maquiagem, acho que ela já acorda maquiada. E batom tem que ser vermelhÃO, cafeZÃO, laranjÃO…
  • Ou se eu sou jacu do mato mesmo…

E não tenho nada contra o “efeito” do batom não, acho lindo minhas amigas com batom vermelho, minha mãe combinando o batom com a blusa (anos 80 na veia!), batom nude, etc, etc… Mas em mim não rola mesmo, e não é por falta de tentativa ou acesso.

E além de tudo, meu lado racional sempre tem uns questionamentos bem práticos, tipo assim:

  • Como faz para beijar de batom? (Sério, eu beijo o Aurélio umas vinte vezes por dia!)
  • Como faz para comer de batom vermelho? (no meio do “processo” não sai tudo?)
  • Como faz para trocar roupa de batom, sem ficar com boca de palhaço ou comer o batom? (Afinal, trocamos a roupa do trabalho, pra da academia, pra de usar em casa, pra de ir na padaria…)
  • Como faz pra dar beijinho na amiga de batom? (eu não sei se é regional, mas aqui damos beijo na bochecha dos amigos.)

Depois de toda essa confissão, acho que serei excluída do mundo dos blogs…

Ah, mas deixa eu me redimir: eu uso aqueles brilhinhos de boca tipo de criança, quase sem cor, da Avon e da Nivea quando tá frio. É muita vergonheira? hahaha

Compra pra mim tia?